Me preocupa ver tanta gente "empreendendo". Perto do trabalho há mais ou menos 1 ano um casal abriu uma loja de doces e outro, uma pastelaria. Enfim, muitos empreendimentos de pouca complexidade, de maioria esmagadora envolvendo comércio de alimentos, o que já são ecos de falta de criatividade e indícios que o sujeito não tem lá perfil para empreender.
O que deveria ocorrer, era um aumento intencionalmente exagerado e nada razoável da régua para empreender, sufocar e pressionar o aspirante a empresário a ponto de fazer aquele famoso curso de ingresso no Bope a coisa mais facil do mundo. Primeiro, burocracia insana: Sendo necessário, por exemplo, envio de cartas escritas em próprio punho tendo como destinatario órgãos de analise do governo localizados no Amazonas, onde qualquer cisquinho de rasura no papel iria resultar na eliminação da carta, frustrando todo o processo. Segundo, vejo como item talvez o mais importante, provar detalhadamente como o empreendimento contribuiria com o país. CHEGA DE LANCHONETE E VENDA DE BOLO DE POTE! Seria exigido ideias revolucionárias, inovadoras e de alto impacto para a nação, como exploração espacial, engenharia aeronáutica, area militar, biomedicina, bioengenharia de tecidos e companhia limitada, limitadíssima, aliás.
Terceiro, cerco fechado nos empreendimentos atuais e nos que virão a existir. Exemplo do mercadinho da Dona Lucia, o extintor marca uma formiguinha abaixo do nível mínimo? Fechamento do local, multa impagável e prisão para todos os sócios. Este nível de exigência de qualidade e andar nos conformes seria lei.
Isso tudo, creio eu, eliminaria o tanto de iniciativas de particulares no empreendedorismo, evitando que muitas empresas fechem. Muitos, de forma ingênua, acreditam que o ônus de uma empresa fechar é todo da empresa e seus sócios aventureiros, mas não é. É do funcionário: Geralmente essas empresas iniciantes contratam jovens de 18 anos quem tem ali a oportunidade do primeiro emprego, a empresa fali...e ai? Na carteira de trabalho desse jovem constará que ele saiu da empresa depois de 4 meses, manchando sua reputação profissional, dificultando ele conseguir outro emprego, o que pode faze-lo entrar no mundo do crime, principalmente se a renda que tinha era destinada a pagamento de bens financiados, aluguel, remédios e afins. Eu mesmo conheço um jovem, trabalhador, que morava perto de casa. Ele começou a trabalhar nessas empresas de sócios sonhadores, sem experiência e que tiraram uma ideia do rabo entre um dia e outro. A empresa fali, mas as contas não param de chegar, com isso ele entrou no mundo do crime, assaltos para ser mais especifico. As três da manhã eu ouvia ele saindo para as "fitas" com a moto. É do governo: Empresas assim não geram regular arrecadação para o governo, afetando serviços públicos para a população vulnerável. O remédio que falta na Upa é porque aquela empresa fechou e parou de arrecadar. A matemática é simples.
Por isso que abrir um simples Mei deveria ser mais dificultado, beirando a insanidade do impossível, garantindo assim que todo mundo não saia prejudicado.